rabisco de saudade-asa

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quando o frio eriça o couro, bruto, e não se tem mais laura, a gente fuma, na urgência de banhar em fumaça morna o corpo todo. e aí, naquele molejo de amor machucado, fica a se perguntar, doidinho: será que ela volta? a saudade aperta, um vazio se faz no peito. é isso que dá ter loucura por uma mulher, cicatriz risonha e ardida. laura é toda uma criatura cheia de ferrugem, as tripas da cabeça já bem gastas, mal organizada nas dores, feito bicho, titubeando entre esse querer muito e querer nada, que carece de tempo, espaço, eu sei, cada segundo de vida lhe ferisse, tudo demorando em ser tão ruim. ô, gosto feio na língua, ânsia de gritar da peste. bora sonhar grande, laura, talvez assim a realidade aprenda, reabrir janelas, coar sol, arriscar sorriso, ir além das tantas tristezas, ser menino na ponta do mundo! laura, deixa eu te levar um dengo, deixa? minhas mãos, tuas coxas; meus peixes, teus anzóis. repousar frouxa, murcha, farta. morta de cansaço. escapole não, laura. tu tem em mim um colo e mil sopas quentes.

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