agridoce {considerações sobre a morte}

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Se morre todo dia. Quando um cão faminto te segue confiando cegamente num carinho no fim do caminho. Ou comida. Quando quem a gente mais quer bem desdenha de algo que a gente fez com tanto suor, sangue e entranha. Se morre quando vem um bem de onde menos se espera. Isso mata a gente. É isso que joga luz sobre nossa pequenez escondida em cantos mal iluminados, mal varridos do lado de dentro.

Se morre todo dia. Olhando assim morrer não parece essa coisa tão distante. É logo ali na próxima esquina de poste apagado. De onde menos se espera. Um tropeço bobo numa pedra que não deveria estar à solta.

E só. Se morre todo dia.

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