As palmeiras-imperiais

Te amei, entre cinquenta e duas palmeiras-imperiais e a lua, e nos dias que se seguiram… Depois te guardei na caixa mais bonita da saudade.

Mas qual saudade nasce pra ficar trancada? Só as ruins. As boas ganham vida própria. Ganham sorrisos, arrepios. E num dia de saudade sorrir, abri a caixa e vi tua foto.Viajei…

Fui na década sessenta, cinquenta. Não sei. E lá você estava. Ao meu lado, tomando chopp. Contando frases de conhecer. Olhos de medo, pés que se tocam, mãos que se enlaçam escondidas, sorrateiras, hábeis, disfarçantes. Bobo, besta!

Passei pelas décadas em seis dias e te amei. Entre cinquenta e duas palmeiras-imperiais e a lua. Te vi subir a ladeira. Subi no avião. Te guardei na caixa mais bonita da saudade.

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